Memórias que se guardam com os olhos: a importância da fotografia e do vídeo na infância

A infância é, para muitas pessoas, uma fase da vida que passa rápido demais.
E o mais curioso é que, muitas vezes, os momentos mais importantes — os primeiros passos, o jeito de segurar uma colher, a gargalhada escandalosa sem dente — acabam se diluindo na memória. É aí que entram a fotografia e o vídeo como guardiões do tempo.
Registrar a infância não é só uma forma de “guardar recordações bonitinhas”. É um ato de construção de memória afetiva. É oferecer às crianças, no futuro, uma ponte entre quem elas foram e quem elas se tornaram. Ver-se nas fotos de família, sentir-se parte daquela história, faz com que a criança crie raízes. É como dizer, em imagem: “tu sempre estiveste aqui, tu sempre foste amada”.
Um estudo da Universidade de Portsmouth (Reino Unido) mostrou que tirar fotos intencionalmente — com o objetivo de guardar memórias — faz com que as pessoas se lembrem melhor do momento vivido. Ou seja, registrar com intenção afeta diretamente nossa memória emocional.
E tem mais: crianças que crescem em lares onde os momentos do cotidiano são registrados e revisitados desenvolvem mais senso de pertencimento.
Sentam no sofá e revivem as histórias contadas por imagens. Aquela viagem que ela nem lembra mais, o aniversário no pátio da escola, o banho de mangueira com os primos. Tudo volta como se fosse agora. O álbum de fotos (físico ou digital) vira documento da infância. Um pedaço de história familiar, um recurso emocional nos dias difíceis, uma âncora no tempo. Para os pais, muitas vezes, é também um amparo. Nos dias em que o tempo corre e tudo parece caótico, olhar para aquela carinha miúda de dois anos pode trazer a dose exata de ternura pra seguir. No fim das contas, registrar a infância é um presente para agora — e para depois.

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